Eu sempre fui um bocado avessa a dar brinquedos às crianças. Tendo oito sobrinhos (contando também com os do marido), é muita criançada a quem dar prendas, especialmente no Natal.
Obviamente que o factor monetário também influenciava mas eu nunca lhes dava brinquedos por várias razões:
- são caros, especialmente quando são de marca;
- há sempre alguém que lhes dá brinquedos;
- com tantos que recebem em simultâneo, não ligam a metade;
- a maioria das vezes, eles não precisam verdadeiramente deles nem lhes acrescentam nada à sua educação.
Isto foi antes de eu ter uma filha. Obviamente que lhe comprei brinquedos, como a primeira boneca, legos, etc. mas nunca lhe comprei brinquedos caríssimos. O que chegou a acontecer foi escolher alguns para, normalmente os avós, lhe darem. Coisas que eu achei que ela ia gostar mas que eu não estava disposta a gastar dinheiro naquilo.
Foi até ao Natal em que eu, mãe-que-faz-erros-como-todas-as-outras, achei que lhe devia dar a prenda baseada em valor (e daí que saíram vários objectos) e não pelo significado. Resultado: não ligou a parte deles e aquele que ela mais gostou foi o mais barato de todos. Foi bem feita para eu abrir a pestana, não foi? Jurei que não voltava a fazer o mesmo.
No aniversário seguinte, a prenda dela, além da festa, foi um albúm com fotos desde que nasceu até aos 4 anos que fazia. Não foram só fotos "estilosas" mas foram todas fotos com significado, com momentos para recordar. Resultado: adorou e continua a adorar. O custo? Foi relativamente baixo porque comprei o album nos chineses e as fotos imprimi em papel normal, para que se ela estragasse, não fosse tanta a perda.
Resumindo (que a conversa já vai longa), muitas vezes não precisamos de comprar brinquedos de 50 e tal euros, de lhes dar consolas de jogos, de gastar pipas de nota porque há coisas tão simples e com um custo baixo e que eles dão tanto ou mais valor.
Perguntam vocês o que é que eu costumo dar então às crianças? Normalmente, quando são pequenas, dou roupa. É sempre algo que faz falta e raramente é demais. Quando já começam a ser maiorzinhos, tento sempre dar livros. É uma coisa que normalmente não lhes dão e muitos deles nem gostam de ler ou não têm esse hábito. Se sou chata? Talvez, mas não me importo porque a minha consciência fica tranquila ao saber que dei algo que será bom para a sua educação.
Portanto, este texto todo foi uma introdução para uma rúbrica que pretendo começar a fazer: brinquedos/brincadeiras ecológicos e/ou de baixo custo. Porque o que interessa mesmo é que eles cresçam felizes.
Concordo contigo. Também já desisti de dar brinquedos, é gastar dinheiro para uns 5 minutos de brincadeira.
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